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Autoria: Morgan le Fay

As trovoadas ressoam nos céus de Bagdá, as sangrentas nuvens gritam, nas alturas, o sofrimento e o medo dos civis, nativos da Grande Mãe.

As noites perderam sua magia para dar passagem a um terror que poderia ser evitado.

Os egos novamente são os precursores, que movem ataques contra um povo que clama por paz.

Quão grande será a ignorância dos líderes perante o seu povo? Até quando não irão compreender que representam a vontade de todos e não a vontade de suas próprias vaidades?

O choro das crianças transmite o pavor das almas, perturbadas por uma guerra que incendeia suas cidades e marcam suas vidas com o pânico dos inocentes.

A Deusa agora canta, em coro, a sua dor e o seu desgosto para com os seus filhos e suas atitudes. O perfume do sangue corre entre os ares vindos do Oriente para anunciar a catástrofe daqueles que só ouvem seus próprios egos.

A morte agora abre os braços, aguardando os espíritos que foram usados como joguetes em busca do poder.

A paz foi sacrificada e com seu sangue foi escrita a palavra: Ambição.

Crescentes famílias, esposas, filhos, mães e pais, irmãos e irmãs, pessoas dignas da qualidade e do respeito perante a harmonia dos povos, vêem seus familiares partirem para a melancólica missão que trará a onda da discórdia e do sofrimento a todos.

É com esse som de destruição, que o outono cai, como um manto de tristeza, levando o Deus Cornudo para o mundo dos mortos, juntamente com diversos de seus filhos, que logo o seguirão na estrada de verão.

Quantas lágrimas mais serão precisas para chorar o desejo de paz? Quantas vozes serão precisas para gritarem o "basta" das nações?

Mesmo que fossem várias as vozes e diversas as lágrimas, seriam dificilmente notadas por pessoas cujos ouvidos nada ouvem e cujos olhos já secaram de consciência e de esperança.

Rogo aos Deuses por um findar sem mártires e martírios. Os sussurros do silêncio me lembram a cada instante das explosões dos mísseis e dos gritos de pavor, que não cessam dentro de meu ser.

Em preces de união e de paz, cantemos as palavras, sejam quais forem, na intenção da harmonia e do equilíbrio do mundo e de seus filhos.

Em qualquer hora do dia, com incenso, com vela ou apenas com suas meditações.

Dentro ou fora do círculo mágico, com ou sem o punhal, vestido como desejar, de céu ou de seu favorito "jeans".

Apenas mentalizemos, em qualquer hora dos dias que se sucederem, as energias harmoniosas de equilíbrio para a paz mundial.

Invoquemos o que há de mais desmistificado no espírito dos bruxos: o eterno desejo pacífico da união e do amor.

Os Deuses contam conosco, é chegado o momento de unir nossas magias para um bem Universal.

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