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Círculo Sagrado
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Termos Legais
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Colunas
Morgan Le Fay
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Autoria: Morgan le Fay
Enquanto caminhava passos para a Deusa, percebi que minha imagem roubava os olhos de outros seres.
Um representante da Antiga Religião não possui mais a paz de um pássaro nos céus. Conformado, segui minha sina de guerreiro, afinal, um Filho da Deusa não deve se envergonhar de si. Jamais!
Adentrei o recinto, e comuniquei a vontade da Senhora da Noite aos destinatários. Retirando-me de cabeça erguida, os olhos curiosos haviam se multiplicado como naquela história do Deus cristão, seus pães e peixes.
Mas o sentido dessa multiplicação estava longe de ser o simples saciar da fome, se juntaram para ver o Servo da Deusa que ali se encontrava.
Com um olhar frio e indiferente, caminhei entre o povo, suas exclamações e críticas.
Não seria total sincero se lhes dissesse que o líquido de minha veia não fervia por ver tal agressão à Religião que tanto luto para preservar.
Pensava:
"Em silêncio entrei, em silêncio me retirarei."
Estava a trabalho sagrado com o mais fiel voto à Arte e nunca ofenderia os Deuses por uma palavra pérfida às pessoas pouco evoluídas.
Com um sopro de brisa fria em um calor de meio-dia, a Senhora veio me saldar perante o campo de guerra aonde encontrava-me.
Minhas pálpebras, portais, fecharam-se nesse mundo para abrirem-se ao outro...
A Dama dizia com palavras doces:
" Acalmai! Palavras perdem-se ao vento, mas atitudes crescem ao solo como o pinheiro plantado."
Meu dever perante Ela tinha sido "plantado" em solo fértil e crescerá!
Agora, o que podemos esperar de pessoas que lançam palavras ao vento, que tudo leva e que tudo dissolve?
Encontrar a semente não é difícil, saber plantá-la não é fácil!
Sinceras palavras de um Bruxo.
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